Povo reunido em tão lindo congresso Neste lugar com tanta simpatia Bem vindos sejais à nossa festa E Deus infunda em vós infinita alegria.
A obra que vamos representar Pra o povo melhor compreender É a confissão dum marujo Mandado por sua mulher.
A primeira figura a sair É o renegado Satão Em seguida Crespim O tonto desta função.
Sairá depois Joana Por seu marido a chamar Chamou-o com tanta pressa Que a cabeça lhe fez quebrar.
A rogos e insistências Lá o fez ir confessar Foi direito pra igreja Mas indo à taberna parar.
Diz Vicente pra Crespim Bebe aí quanto podes Aparece também Pangaio Juntamente com Gegodes.
Gegodes entretém Vicente Os três juntos na bebedeira Vão-se embora sem pagar O vinho à taberneira.
Vai Vicente para a igreja Réplicas ao padre fazer Mas este no fim de contas Não o quis absolver.
Sai Vicente da igreja Com os pecados no coração E regressando a casa Depara com o Satão.
Aparece Páscoa Domingas E João Agosto a ralhar Pra que lhe pagasse os furtos Mas ele nada quis pagar.
Vicente todo atrapalhado Com Joana foi ralhar Por Deus, te peço, mulher, Não me volto a confessar.
Vicente logo se lembrou De comer a caldeirada Mas à cerca da confissão A Joana não disse nada.
Aparece logo Crespim Com seu ar e seu jeito A contar à Joana Tudo o que Vicente havia feito.
Joana não conseguiu Outro mais ruim arranjar E assim junta a Vicente Teve que a vida acabar.
Aqui daremos fim à obra Que ides ver representar Atendei se tendes gosto Que as figuras vão falar.
E eu, humildemente, A todos peço perdão Das falhas que aqui houver Nesta linda narração.
Partilhar
Ver todos Eventos
A Confissão do Vicente Marujo
Povo reunido em tão lindo congresso
Neste lugar com tanta simpatia
Bem vindos sejais à nossa festa
E Deus infunda em vós infinita alegria.
A obra que vamos representar
Pra o povo melhor compreender
É a confissão dum marujo
Mandado por sua mulher.
A primeira figura a sair
É o renegado Satão
Em seguida Crespim
O tonto desta função.
Sairá depois Joana
Por seu marido a chamar
Chamou-o com tanta pressa
Que a cabeça lhe fez quebrar.
A rogos e insistências
Lá o fez ir confessar
Foi direito pra igreja
Mas indo à taberna parar.
Diz Vicente pra Crespim
Bebe aí quanto podes
Aparece também Pangaio
Juntamente com Gegodes.
Gegodes entretém Vicente
Os três juntos na bebedeira
Vão-se embora sem pagar
O vinho à taberneira.
Vai Vicente para a igreja
Réplicas ao padre fazer
Mas este no fim de contas
Não o quis absolver.
Sai Vicente da igreja
Com os pecados no coração
E regressando a casa
Depara com o Satão.
Aparece Páscoa Domingas
E João Agosto a ralhar
Pra que lhe pagasse os furtos
Mas ele nada quis pagar.
Vicente todo atrapalhado
Com Joana foi ralhar
Por Deus, te peço, mulher,
Não me volto a confessar.
Vicente logo se lembrou
De comer a caldeirada
Mas à cerca da confissão
A Joana não disse nada.
Aparece logo Crespim
Com seu ar e seu jeito
A contar à Joana
Tudo o que Vicente havia feito.
Joana não conseguiu
Outro mais ruim arranjar
E assim junta a Vicente
Teve que a vida acabar.
Aqui daremos fim à obra
Que ides ver representar
Atendei se tendes gosto
Que as figuras vão falar.
E eu, humildemente,
A todos peço perdão
Das falhas que aqui houver
Nesta linda narração.
Partilhar
Próximos eventos
Concerto O Canto dos Dias
Ver todos Eventos