Rua Padre António Vieira, Edifício da AAC, 3000-315 Coimbragefac.uc@gmail.com 239 826 094
A ligação mística da mulher e do Tempo
SINOPSE
Propusemo-nos realizar uma pequena viagem a alguns aspectos do pensamento popular, relacionados com os mitos, as crenças e as superstições. Como é de supor, tornava-se difícil demarcar as fronteiras entre as áreas citadas e, por isso, optámos pela realização interactiva de práticas que transportassem esse aspecto tão rico da “mística popular”. Faltava, no entanto, o fio condutor.
Foi então que surgiu a ideia, porque não salientarmos a importância das vivências femininas no interior das sociedades rurais, tendo em conta o importante depositário e veículo cultural que é a mulher, e que resulta da sua particular posição nas sociedades? A sua presença mostra-nos o seu poder, muitas vezes não explícito, que se inscreve nos seus comportamentos sedutores, na motivação de disputas e manifestações da virilidade masculina, onde assumem relevância os rituais de iniciação.
Pareceu-nos ser de acentuar a forte ligação existente entre a “sua função reprodutora” e todas as manifestações de cultos propiciatórios sempre na crença de melhores dias de”lus e fertilidade”. Mas, ao mesmo tempo, a estrutura cénica não podia esquecer que a transposição deste pensamento para as relações humanas próximas, permite afastar as trevas através da condenação das “velhas ideias”. Assim, o ritmo do espectáculo procura exprimir todo este movimento que se inscreve dentro de um tempo próprio, que evolui e se transforma.
Quisemos assim, tão somento e com alguma imaginação, salientar um dos aspectos que integra e em que, pluridimensionalmente, se reflecte esse complexo mundo do pensamento popular.
Estreia | 2 de Novembro de 1989 | Teatro Académico de Gil Vicente | VI Jornadas de Cultura Popular
A ligação mística da mulher e do Tempo
SINOPSE
Propusemo-nos realizar uma pequena viagem a alguns aspectos do pensamento popular, relacionados com os mitos, as crenças e as superstições. Como é de supor, tornava-se difícil demarcar as fronteiras entre as áreas citadas e, por isso, optámos pela realização interactiva de práticas que transportassem esse aspecto tão rico da “mística popular”. Faltava, no entanto, o fio condutor.
Foi então que surgiu a ideia, porque não salientarmos a importância das vivências femininas no interior das sociedades rurais, tendo em conta o importante depositário e veículo cultural que é a mulher, e que resulta da sua particular posição nas sociedades? A sua presença mostra-nos o seu poder, muitas vezes não explícito, que se inscreve nos seus comportamentos sedutores, na motivação de disputas e manifestações da virilidade masculina, onde assumem relevância os rituais de iniciação.
Pareceu-nos ser de acentuar a forte ligação existente entre a “sua função reprodutora” e todas as manifestações de cultos propiciatórios sempre na crença de melhores dias de”lus e fertilidade”. Mas, ao mesmo tempo, a estrutura cénica não podia esquecer que a transposição deste pensamento para as relações humanas próximas, permite afastar as trevas através da condenação das “velhas ideias”. Assim, o ritmo do espectáculo procura exprimir todo este movimento que se inscreve dentro de um tempo próprio, que evolui e se transforma.
Quisemos assim, tão somento e com alguma imaginação, salientar um dos aspectos que integra e em que, pluridimensionalmente, se reflecte esse complexo mundo do pensamento popular.
Estreia | 2 de Novembro de 1989 | Teatro Académico de Gil Vicente | VI Jornadas de Cultura Popular
Partilhar
Próximos eventos
Concerto O Canto dos Dias
Ver todos Eventos