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Manhã

SINOPSE

São tantas as mulheres que se escondem sob as saias da memória: são santas, mães, adúlteras, virgens, perdidas; o corpo da fecundidade e o vulto enlutado da morte; a sabedoria serena, o desejo em que ardemos. As mãos que redimem são as mesmas que colhem o fruto da traição e do pecado, que nos dão o colo e o castigo madrasto, que amassam o pão que comemos, enquanto tangem, pela calada, as cordas da libertação. Poderão até ser as marias reais, que guardam a força constante e inquebrantável dos dias, ou as flores que sonhámos de uma beleza impossível, mas nunca deixarão de ter um nome e de o reclamar a viva voz. Como quem, cantando sobre a roda, faz correr a vida em vez de água, há mulheres que marcam com os seus pés o próprio passo do tempo, fiando com paciência o leito em que correm a tradição e a memória, e que nos há-de levar ao que somos. Trazem-no cerzido no corpo, o tempo que pesa, passa, e que há-de vir emprenhar o chão de que sempre nos erguemos, como um dia que não espera pra nascer.

MANHÃ combinou as diversas vertentes trabalhadas pelo GEFAC (dança, teatro, música e cantares) para evidenciar, como tema central, a representação da mulher na cultura popular portuguesa. Associando diversos meios audiovisuais, influências técnicas de teatro, dança e performance contemporâneas ao tratamento das músicas e danças tradicionais, procurou-se a criação de um momento de partilha com o público que confirmasse o valor artístico das manifestações populares, enquanto terreno fértil para a criação contemporânea e ponto de encontro numa identidade comum.

FICHA ARTÍSTICA/TÉCNICA

Concepção Artística: GEFAC (criação colectiva)

Operação de Vídeo: Henrique Patrício

Imagens: GEFAC, Henrique Patrício, MemoriaMedia, O Povo que Canta

Desenho de luz: Wilma Moutinho

Produção: GEFAC

 

Estreia | 11 Abril 2013 | Teatro da Cerca de São Bernardo

 

 

Cartaz - MANHÃ

 

 

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